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Local: Varanda em Pernambuco

sábado, julho 07, 2007

De bunda prá lua!

Li dia desses no jornal a origem da expressão “nascer de bunda para a Lua”. As crianças nascem de cabeça, isto é, a cabeça é a primeira a sair, como se a se certificar que está em segurança. Quando o parto é feito com a bunda em primeiro lugar é necessária muita perícia médica e muita sorte para a criança nascer viva e feliz. Daí presumir-se que os nascidos nesta posição já nascem com sorte.

Lógico que tem os que ao nascerem já blefam. Querendo logo de saída ludibriar o médico e os parentes de que ali está uma criancinha de sorte, engana por alguns segundos mas logo se nota que ali nasce uma criança com uma tremenda cara de bunda. Acaba penalizada duas vezes pela afronta. Primeiro que não terá a sorte que simulou que teria e segundo que vai ter de viver com aquela cara para o resto da vida!

Mas a expressão me veio à cabeça por que tem gente que realmente tem muita sorte. Ganham 200 vezes na sena, Land Rover de amigos, jet ski, viagens, mensalões, vivem relaxados e gozando, são admiráveis!

A gente aqui na planície sonhando com um simples terno na “dupla sena” e nada. Minto, há mais de vinte anos jogo na sena os mesmos números. Um dia, fiz um terno! Levei R$ 74,29! Foi um prazer indescritível! Mesmo assim a moça da lotérica disse que não tinha troco se eu podia deixar por R$ 74,25! Feliz que estava, deixei pra lá!

Imagine ganhar um aviãozinho, por exemplo. O restaurante Montana Grill, se não me engano do Chitão e do Chororó, vai sortear um pequeno avião em comemoração a alguma coisa que não me lembro. Assim não há a menor chance de eu ganhar, afinal só ganha quem joga é ou não é? Não! Tem gente que nem joga e ganha. Vejam o caso do Roriz, por exemplo.

Lógico que ter amigos ricos já é um bom começo para se ter sorte, principalmente quando se é político. Parece que a sorte persegue certo tipo de político. São normalmente políticos de muita fé, muita oração, sermões, crentes em Jesus, outros na Virgem Maria, penitentes, de ir à missa aos domingos, este tipo de político.

Voltando ao Roriz. Um dia surge uma oportunidade de ouro para ele comprar metade da bezerra “Miragem”, filha de campeões, por míseros R$ 270.000,00. Logo neste dia Roriz estava de caixa baixa. Não se apertou, ligou para o amigo de missa Nenê Constantino, empresário extremamente bem sucedido, explicou o caso e perguntou se ele não podia ajudá-lo. Seu Nenê não iria negar esse favor ao amigo de tantos pais nossos e aves marias.

“Olha Joaquim, por coincidência, estou aqui com um cheque, manda buscar. Tá em meu nome, mas já mando endossado, vai ao banco e desconta.”

Roriz, exultando de alegria, manda buscar o tal cheque. Quando recebe fica surpreso com o valor, R$ 2,3 milhões!

Mais que depressa, liga para o amigo Nenê:

“Nenê, o cheque é de mais de dois milhões, o que eu faço?“

“Ah, Joaquim, não estressa, pode ficar com o troco!”

Caraca, que sorte danada! Este, creio, nasceu com duas bundas, a real, que certamente veio à frente, e a outra, na cara, com a qual se passa por vítima para seus fiéis eleitores! Vôte!